Citroën CX Prestige : Tradição Familiar !

Por entre as muitas versões do Citroën CX, o Prestige ocupa um lugar especial. Este era considerado o verdadeiro herdeiro do DS 23, do qual herdou a mecânica e deu à gama CX o prestígio (justamente) que lhe faltava para fazer frente aos principais concorrentes equipados com o V6 ao qual o CX nunca teria direito. Luxuoso e cada vez mais potente, o CX Prestige terá nada mais nada menos do que que 6 versões diferentes até 1989.

Lançado no verão de 1974, o Citroën CX foi privado de motorizações de prestígio. Desenvolvido para contar com motores de pistão rotativo Wankel desenvolvido pela Comotor (uma parceria Citroën e NSU), apenas terá direito, no seu lançamento, a motores já conhecidos e antigos do Citroën DS.

Enquanto o DS tinha motores de injecção, o CX teria de contentar-se com motores munidos de carburadores. Só o seu design ultramoderno o poderá salvar daquilo a que se poderia chamar regressão. No entanto, na ausência de motor, a Citroën vai dar largas à sua imaginação.

Enquanto uma versão Break com distância entre eixos alargada está em preparação, a marca aos “chevrons” pensa em aproveitar esta oportunidade para oferecer uma limousine aos clientes preocupados com o conforto, o luxo e a distinção. Com a ajuda da Heuliez, a Citroën irá conceber o CX Prestige, dotado do motor do DS 23 na sua versão equipada de carburador com 115 cv.

Se a motorização do Citroën CX Prestige não é tão prestigiada como os motores V6 que equipavam a maioria dos seus concorrentes, a sua habitabilidade e o luxo oferecido tornavam-no particularmente interessante para os grandes empresários e personalidades políticas

Certamente que a clientela é limitada, mas cabe ao CX Prestige substituir o Citroën DS no mercado do topo de gama. O novo automóvel foi apresentado no Salão Automóvel de Paris de 1975 e comercializado oficialmente em fevereiro de 1976.

Contra todas as expectativas, os fiéis clientes do DS são seduzidos pelo novo modelo que vende 2570 unidades no seu primeiro ano de comercialização.

O próprio presidente da república encomendou um CX Prestige com separação de motorista e a adoptaçao do tejadilho elevado de 4 centímetros. Com o motor de 2.4 litros com 128 cv, o interior era totalmente realizado por Henri Chapron.

Se o Cx Prestige se destinava a uma clientela de classe média alta, a chegada da crise energética de 1979 vem travar as vendas. Pelo que a Citroën tem mais uma ideia genial para enfrentar o choque dos anos de crise: e que tal oferecer uma versão Diesel com equipamento simplificado, logo mais barata, denominada CX Limousine.

Esta versão, além de manter as vendas, tem como objetivo propor um produto mais destinado a uma clientela mais profissional, tais como, empresas de táxi ou de transporte de passageiros.

Começando com a versão 2500 D de apenas 75 cv, as versões diesel foram evoluindo para os 95 cv, culminando com o 2500 TD de 120 cv, o que permitiu conquistar cada vez mais clientes.

Com a chegada do Turbo, o motor do CX ganha um novo impulso: 168 cavalos de potência e um binário acrescido, fazendo do Prestige Turbo uma máquina quase tão eficiente como as berlinas GTI Turbo equipadas com o mesmo motor (223 km/h). Em serviço há mais de dez anos, o CX Prestige finalmente tem a potência necessária.

Ao todo, foram vendidos 22674 Citroën CX Prestige entre o final de 1975 e 1989, incluindo apenas 1190 versões Turbo, as mais raras e procuradas atualmente.

Vive a tua paixão!

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