Citroën CX GTI : O Melhor para o Fim!

Por entre as várias versões do Citroën CX, a versão GTI ocupa um lugar de destaque e é atualmente uma das mais procuradas pelos colecionadores. Quem é que poderia imaginar que o plácido CX poderia ostentar a sigla GTI. Se bem que no caso do Citroën esta assume um carácter bem menos desportivo que o Golf que a democratizou, no CX foi mais para lhe oferecer as merecidas prestações para aproveitar ao máximo as capacidades do seu incrível chassis.

Quando é apresentado em 1974, o Citroën CX tem a difícil missão de suceder a um ícone da indústria automóvel, um ícone da marca aos “chevrons”. Substituir o Citroën DS é uma responsabilidade enorme, pois as expectativas do público são mais que muitas, toda a gente espera que este seja revolucionário.

O problema é que tudo isto surge no momento em que a Citroën sofre uma das suas maiores crises de sempre. À beira da falência a marca francesa optou pelo aperfeiçoamento das soluções técnicas já existentes.

Dotado de um design menos exuberante, o CX é mesmo classificado por alguns como um grande GS. O que não é totalmente verdadeiro, pois este possui vários traços estilísticos exclusivos que fazem dele um modelo único, tal como o vidro traseiro côncavo.

E no que a motores diz respeito?

Dotado de um comportamento dinâmico majestoso mas sem a nobreza de um grande motor. Este seria o principal defeito atribuído ao Citroën CX, tal como já tinha acontecido com o seu antecessor DS. Apesar de um design futurista o CX recuperou os quatro cilindros concebidos nas décadas anteriores.

Mas o Citroën CX não se resignou e começou a elevar a fasquia a partir de 1977 com a apresentação do 2400 GTI de 128 cv. Certo não era melhor do que o DS que na sua versão 23 ie já contava com 130 cv, mas isto seria apenas o início.

Em 1983, a marca francesa decide aumentar a cilindrada para 2500cm3 com um ganho de 10 cv suplementares, para no ano seguinte adoptar o turbo compressor. Agora sim, o Citroën CX 25 GTI Turbo já podia rivalizar com as melhores berlinas alemães. Nada mais nada menos do que 168 cv, para uma velocidade máxima de 220 km/h, convém não esquecer de que nos anos 80 eram já performances consideradas acima da média. Com a vantagem sobre a concorrência de oferecer tais prestações com um comportamento dinâmico e conforto a bordo exemplares.

Apesar de ostentar a sigla GTI na sua designação e todo o simbolismo que esta representa, o CX GTI Turbo nunca foi um desportivo capaz de bater recordes em pista, nem era esse o seu objetivo. A sua missão era encurtar as distâncias, tornar as viagens tão rápidas quanto confortáveis. Missão perfeitamente conseguida, poucos eram na altura capazes de o superar.

O ano de 1986, marca a chegada da segunda geração do Citroën CX. Este acabará por sucumbir à época dos plásticos, abandonando assim os pára-choques e espelhos retrovisores cromados, a modernidade diziam na altura! Mas foi também o momento de apresentar a derradeira versão GTI.

Apesar de manter a mesma potência, o CX 25 GTI Turbo 2 ( eu sei o nome começa a ser demasiado comprido) ganhou um intercooler, o que lhe permitia reduzir os consumos mantendo as mesmas performances.

A experiência de condução destes CX com aptidões acima da média era elogiada por todos, confortáveis, com passagens em curva que desafia a dinâmica moderna. O expoente máximo de uma gama com um toque de exotismo como é característico na Citroën.

Se o Citroën DS parecia uma nave espacial quando comparado com a concorrência da altura aquando a sua apresentação em 1955. O Citroën CX por seu lado, com o conforto que proporcionava em conjunto com o seu perfil aerodinâmico assemelhava-se mais a um avião. Um avião supersónico nesta versão GTI Turbo o que permitirá ao CX ter direito a uma versão em grande antes da chegada do seu sucessor.

Vive a Tua Paixão!

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